domingo, 22 de abril de 2012

ALBERTO FRANCISCO TORRES


                    
                         ALBERTO FRANCISCO TORRES

                 Aproxima-se o centenário de nascimento  de um grande homem, notável pelos dotes de seu coração, exemplo de honestidade, inteligência fulgurante, intelectual, cultor das letras jurídicas,  encarnação viva da luta pela dignidade na vida pública, político devotado  à preservação  dos valores mais nobres: Alberto Francisco Torres.


                     Professor de Direito Constitucional da Universidade Católica de Petrópolis, Deputado Estadual e Federal, soube honrar o Parlamento Ocupou a Chefia de Gabinete do Ministério da Educação, Secretário de Educação do Estado, detentor  de inúmeras condecorações, Presidente da Associação das Empresas de Radiodifusão do Rio de Janeiro e Espírito  Santo, Jubileu de Ouro da Academia Fluminense  de Leras.


                    No Governo de seu irmão, o ilustre GOVERNADOR PAULO TORRES , cuja memória reverenciamos, tanto pela firmeza de atitudes, seriedade no trato da coisa pública e profícua administração, o Dr Alberto Torres  decidira a não aceitar  qualquer cargo público.


                Destacou-se  entre todas que escreveram a história de “O Fluminense”:  a do Jornalista, Advogado, Homem Público e Acadêmico ALBERTO TORRES.


        Político dos mais atuantes, fazendo dos seus mandatos um permanente exercício de servir ao seu povo, o que fez igualmente como Secretário de Estado, tendo ocupado Pastas a que emprestou toda a sua competência e honradez no trato das questões republicanas.       Acadêmico, foi membro de várias e importantes instituições culturais, como o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói e a Academia Fluminense de Letras, da qual foi Presidente e a que se dedicou com a riqueza de sua cultura e o seu não menor amor à Língua Portuguesa. Jornalista, e sem nunca ter deixado de ser o profissional de imprensa que nele vivia, dirigiu o jornal que, mais do que um periódico, foi, sem dúvida, um dos maiores amores de sua vida: “O Fluminense”.


         Se é difícil escolher a atividade em que Alberto Torres mais se tenha sobressaído, mercê do seu grande talento e não menor sensibilidade, fácil se torna, todavia, identificá-lo com o jornal que ele tanto amou e ao qual deu o melhor de si, tanto como profissional de imprensa, quanto, e principalmente, como ser humano.


         Impõe-se ressaltar, por justo e necessário, que seus princípios liberais, humanistas, faziam de Alberto Torres um político, um homem que buscava sempre o diálogo, o entendimento, a compreensão como fórmulas exitosas de resolver crises e conflitos.


          Quando, na quadra histórica em que as trevas da ditadura se abateram sobre toda a Nação, e assumindo  todos os riscos que daí poderiam advir-lhe, Alberto Torres protegeu muitos daqueles, entre os quais até mesmo antigos adversários políticos que estavam sendo perseguidos, sem que ao menos pudessem defender-se das acusações que lhe eram assacadas, pelos motivos mais torpemente engendrados por seus algozes, ou mesmo por qualquer ou nenhum motivo.




              Triunfou o Dr. Alberto Torres pela palavra, pela pena, pelo talento e sobretudo pelo inflexível caráter, capaz de conduzi-lo à construção moral o homem que foi.



            Nele tudo era cavalheirismo e simplicidade até onde podem chegar os grandes homens.  Merece  nossas homenagens.

 



domingo, 16 de outubro de 2011

Pedacinhos de Ouro e de Couro * Li e gostei...

                                       AMOR ou EGOISMO?
AMAR É FAZER O OUTRO FELIZ  ==   Olhar sempre em direção do outro
O EGOISMO IMPEDE DE ENXERGAR ISSSO
O AMOR ACLARA E  AGUÇA A VISÃO- O EGOISMO TOLDA O ESPIRITO
EGOISMO FECHA A ALMA DENTRO DE SI MESMO, FAZENDO-A VIVER  NUMA PRISÃO SEM PORTAS NEM JANELAS
EGOISMO FICA TRISTE PORQUE NÃO RECEBE TUDO QUANTO DESEJA. O AMOR DÁ TUDO O QUE PODE.
EGOISMO SE FECHA PORQUE SÓ QUER RECEBER. A. ABRE PARA DAR
O EGOISMO DESORIENTA, ENDURECE O CORAÇÃO
EGOISMO SEGUE SEU PROPRIO CAMINHO E POUCO SE IMPORTA COM O PROBLEMA ALHEIO
DIANTE DOSOBSTACULOS O EGOISMO DESESPERA.
 O AMOR SEMPRE ENCONTRA OUTROS CAMINHOS
EGOISMO PENSA EM ALARGAR LIMITES  DE SEUS PROPRIOS DESEJOS
E OLHA PARA DENTRO DE SI.
EGOISMO ATACA PARA SOBREVIVER

Li e Gostei

                                                    INTRIGAS
              “ Recorrendo aos mais inacreditáveis processos, mentindo, caluniando, intrigando, mistificando, por ocultos apetites individuais
É escusado  procurar ocultar, tal a insatisfação  manifestada contra tal ordem que os dirigentes sentem que toca a todos nós.’
                                                          *****
JUSTIÇA
             “ Satisfação dos deveres como advogado, a gratidão e o reconhecimento , pelo bem que fazem, pelo amor a Justiça”.
                                                            *****        
DEUS NOS GUIA-  “Não sei para onde DEUS nos leva, mas ELE é que me guia. Sabedoria, discernimento, prudência, importa que ELE me guia..”
                                                            *****
BOCAGE=  “Rasga meus versos, crê na eternidade” (Soneto ditado na agonia)
                                                           *****
NIETZSCHE= “ deus morreu! “onde está Deus?”. Eu lhes direi: “nós matamos Deus”. “Vós e eu.somos todos assassinos”.Mas como podemos fazer isso ? como podemos  beber o mar até a última gota ? Quem nos deu uma esponja para apagar  o horizonte inteiro  ?  Eu dormi, dormi... e acordei de um sonho profundo...o mundo é profundo, mais profundo do que todo o pensamento do dia, profunda é sua pena, a alegria é mais profunda que a  dor... a dor diz: vai-te ! Mas toda a alegria quer a eternidade, a profunda  eternidade...”
                                                           *****
CHARLES DARWIN

 “Por maiores que fossem as crises que passei, nunca desci ate o ateísmo, no verdadeiro sentido eterno, isto é nunca cheguei a negar a existência de DEUS...Refletindo sobre isto, que me considerem deista. Esta conclusão esta fortemente radicada no meu espírito, desde a época em que escrevi” ( A ORIGEM DAS ESPECIES  -págs.. 354, 356, 363)
                                                          ******
EINSTEIN -  A opinião comum de que sou ateu repousa sobre grave erro”. Quem a pretende deduzir de minhas teorias científicas não as entendeu.”                       

terça-feira, 31 de maio de 2011

ROBERTO SILVEIRA - UM LIDER QUE SÓ APARECE DE SÉCULO EM SÉCULO


                                      
                         O Estado do Rio chorou. O Brasil chorou!

                         50 anos são passados. Não se pode deslembrar de seus assinalados serviços prestados à causa pública.

                         Roberto Silveira possuía tudo o que um homem de ação, dedicado ao seu povo, conseguiu realçar sobre o comum dos mais, na difícil tarefa de governar.

                         Não cabe na estreiteza de nosso modesto testemunho, senão enfocar alguns traços sobre as Diretrizes e Metas do Plano de seu Governo. Apenas uma singela avaliação de aspectos dignos de apreciação, postos em prática por um grande líder que conseguiu impor-se na política fluminense. Roberto tornou-se, sabidamente, desde cedo, um homem público preocupado com o aperfeiçoamento dos costumes políticos e administrativos. Extrema a sua dedicação às questões de ordem social, ao interesse pela educação, pela justiça e pela saúde, não se descuidando, já no Governo, das medidas voltadas para a economia do Estado e o aumento de sua produção.


                        Ainda Deputado Constituinte,  dentre os mais importantes problemas de interesse coletivo, preocupou-o também, a situação dos  estudantes pobres vindos do interior. Através da Emenda nº 19 da Constituição de 1947, possibilitou-se criar a Casa do Estudante Fluminense. O domínio do bem passara para o Estado, sob forma de herança jacente. Aliás, inspirou-se nessa iniciativa, mais tarde, quando na Assembléia Legislativa, o Deputado Michel Saad ao instar junto aos Governos que se seguiram, o aproveitamento de todos os prédios existentes na Capital, que fossem havidos por herança jacente, para transformá-los em residência de estudantes do interior, comprovadamente pobres e cursando estabelecimentos de ensino em Niterói.


                        Ao tempo em que Roberto Silveira ocupou o cargo de Secretário do Interior e Justiça, dentre as medidas ali adotadas, preocupou-se com a criação de novas comarcas, alcançando o maior número de municípios. Era o zelo na melhor distribuição da justiça, de maneira concreta e mais satisfatória.


                        Eleito Vice-Governador, sempre consciente da necessidade da correção de velhos hábitos, não haveria como deixar de se preparar para uma nova época no Estado. Pela sua liderança, pelo seu ideal e inigualável sensibilidade começou por captar o sentido de uma missão, cuja marcha ascencional indicava o caminho do Governo. Suas andanças eram constantes e, por onde passava, adquiria intensa simpatia.

                        Sem recursos financeiros, mas com forte bagagem de ideais, amor e dedicação sem limites à causa pública e um espírito de fé na renovação, o povo fluminense entregou ao jovem líder o Governo do Estado.

                        Tão marcante a sua trajetória que, à época de sua campanha, as lideranças universitárias, integradas por figuras representativas, ex-dirigentes dos Diretórios Acadêmicos e da própria União Fluminense dos Estudantes, lançaram a FRENTE DA MOCIDADE PRÓ ROBERTO SILVEIRA, numa tomada de consciência da virtude de talento do jovem que despontava com tenacidade, inteligência e caráter. Iniciavam os líderes universitários um intenso movimento em favor de sua candidatura junto às comunidades.

                        A imagem de Roberto Silveira diante de nossa população estava feita. Era o líder que faltava. É pena que o período de seu governo fosse tão breve. Em apenas dois anos soube conquistar o respeito de todos e elaborar um modo de governar afinado com os anseios populares, abrindo caminhos e alcançando uma projeção que bem poucos lograram atingir. Empregava todas as suas energias como obreiro do bem público. Tinha, até mesmo, um estilo próprio de fiscalizar todos os atos. Seu olhar investigador chegou ao ponto, certa vez, de detectar irregularidades no fornecimento ao Estado, assumindo enérgica atitude, e considerando inidônea para prestar serviços à Administração Pública a firma responsável, da qual faziam parte pessoas de suas próprias relações pessoais.

                        Um dos fatos que merece registro, ocorrido quando do lançamento de sua candidatura ao Governo do Estado foi, ao tempo em que não existiam “ibopes”; a pesquisa pragmática, com um voluntariado ligado diretamente à campanha e cujos participantes foram distribuídos pelos vários bairros de Niterói. O resultado, amplamente favorável era analisado pelo próprio comando partidário. O candidato recomendava a maior isenção por parte dos “pesquisadores”.

                        Outro fato da vida de Roberto Silveira: em certa viagem, ainda candidato a Governador, surpreendeu-me versado em assuntos de teologia, fato raro nos anais de nossa política. Não imaginava, em razão de suas atividades sempre voltadas para a vida pública, mas não lhe era estranho qualquer ramo do conhecimento.

                        Gostaria de fazer uma abordagem sobre alguns problemas acerca das questões de ordem social, sua preocupação com a economia do Estado, o estímulo à solução de temas relacionados com a educação e saúde e a firme solução de tornar mais efetiva a distribuição da justiça.

                        Uma das medidas, que recebeu aplauso de todos e repercussão no País, foi a majoração do salário família de 100 cruzeiros, para  1.000 (mil) cruzeiros por dependente, não deixando de alcançar também os filhos de quaisquer condições, os enteados e os adotivos, equiparando-se ao pai e à mãe, o padrasto e a madrasta e na falta destes, os representantes legais de menores órfãos. O salário família não estaria sujeito a qualquer imposto ou taxa, não podendo servir de base para qualquer contribuição, ainda que para fim de previdência social. Sua atenção foi mais além, com a majoração obrigatória do salário família, pelo menos 20% do aumento geral de vencimentos e salários concedidos aos servidores do Estado.


                        Em sentido bem objetivo, ainda com relação ao servidor estadual, assegurou o direito a um mês de vencimento ou salário a título de auxílio doença, após doze meses consecutivos de licença para tratamento de saúde em conseqüência de determinadas atividades.

                        Outra medida adotada no seu governo foi o incentivo, por meio de prêmios em dinheiro a todos os fluminenses ou brasileiros radicados no Estado, autores de invento suscetíveis de utilização industrial.

                        Numa época em que preponderava a excessiva centralização, saiu em defesa dos interesses dos municípios, firmando convênios com as prefeituras na realização de obras por elas próprias planificadas, oferecendo o Estado a assistência técnica aos planos, com a preocupação de não obstaculizar a iniciativa municipal. Iniciava-se, com a sua antevisão, o fortalecimento do poder local que só veio a ser consolidado na década de 80: foi instituída a Federação dos Clubes Agrícolas do Estado do Rio de Janeiro, através de convênio, possibilitando o processamento de todas as relações de Clubes Agrícolas com o Serviço de Informação Agrícola ou Secretaria de Estado, não só prestando auxílio técnico e material, mas ainda colaborando na organização e realização de cursos destinados à formação e treinamento de dirigentes de Clubes Agrícolas, de forma a estimular a criação de Conselhos Municipais, colaborando com as entidades públicas ou particulares em tudo que fosse de interesse da comunidade, principalmente em casos de calamidade.

                     Através da Lei 3951/59, voltou-se para a proteção e defesa dos pequenos agricultores despejados de terras públicas ou particulares, onde tivessem culturas ou benfeitorias, proporcionando soluções amigáveis ou orientando os prejudicados, para fins de indenização. Abrindo perspectivas para o futuro, preocupou-se com o Plano de Colonização e de Aproveitamento de terras devolutas e públicas do Estado, organizando Cadastro Territorial, para fins de estudo da possibilidade de colonização, de preferência com aproveitamento de nacionais favelados, organizando a instituição de Núcleos Agrícolas para recebimento e localização de agricultores desajustados.


                        O grave problema dos menores fora enfrentado no seu governo, num primeiro estágio, através de Termos de Acordo celebrados com o Governo do Estado, visando a assistência, em regime de externato e semi -internato, com a constituição de pequenas oficinas que proporcionassem ensino profissional adequado às necessidades do meio.

                        Uma das mais vivas preocupações do seu Governo voltava-se para a intensa difusão de escolas, abrindo suas portas a pobres e ricos; dentre as diretrizes nesse sentido, foi criado o Movimento Popular de Alfabetização. Novas escolas foram destinadas a ministrar o ensino primário diurno e noturno e de alfabetização de adultos. Com relação aos esforços desenvolvidos no setor de ensino, não pode ser esquecido o grande incentivo à Campanha Nacional de Educandários Gratuitos – CNEG – cedendo prédios escolares quando não ocorresse a coincidência de funcionamento e permitindo a requisição de professores, concedendo ainda, subvenções para serem aplicadas em construção de sede para os estabelecimentos gratuitos e aquisição de material escolar. Quanto à Universidade Federal Fluminense, que digam os que acompanharam as suas origens, sobre as lutas encetadas em favor de sua criação.
                        Na área de saúde não deixou de dar atenção ao maior incremento e reforço na atuação da Secretaria, estabelecendo acordo com o Ministério da Saúde e o Instituto de Assuntos Interamericano, cuja execução competia a uma administração conjunta, objetivando intensificar o programa de assistência à maternidade e à infância, bem como à formação e aprimoramento de técnicos e auxiliares na área de saúde pública.

                        A instituição de um órgão especial com atribuições específicas, através de convênios com os municípios fluminenses, voltados para proteção à maternidade, à infância e a adolescência foi efetivada sob a forma de Juntas Municipais. A assistência médico hospitalar mediante contribuição financeira permitiu, tanto ao Hospital Antônio Pedro como a de outros municípios, maior intensificação através de convênios básicos.

                        No setor da economia merece ser lembrada a instituição do Fundo de Desenvolvimento Econômico possibilitando a concessão de empréstimos para desenvolvimento das atividades econômicas no território fluminense, através do financiamento de atividades rurais, à indústria e ao comércio.

                        Podemos dizer ainda, que a criação do Departamento de Portos e Navegação do Estado do Rio de Janeiro refletia o zelo pelo melhoramento dos portos compreendido no Plano Portuário Estadual. Objetivava o Governador a conservação, execução e a fiscalização dos serviços técnicos e administrativos concernentes a estudos, projetos, especificações, orçamentos, construção e reconstrução dos portos.

                        Seu Governo voltou-se para os aspectos que dizem respeito às preocupações de ordem social, à economia, à educação, à saúde e ainda à dinamização da Justiça.  Não descuidou, contudo, dos transportes e comunicações, bem como dos problemas do escoamento da produção agrícola e nesse sentido, o Plano Rodoviário Estadual passou a constituir a espinha dorsal do Estado, na interligação com as rodovias do Espírito Santo e Minas Gerais.





                                              Também na política, não se pode viver sem a confiança. Não há como lidar com a predominância de ambigüidades. Exemplificam bem as reuniões de Roberto com a bancada de Deputados, quando ainda Vice-Governador. Determinados assuntos ali tratados e que não poderiam, de pronto, serem divulgados pela imprensa. No entanto, no dia seguinte, noticiava-os, com detalhes. Em determinado dia, “por descuido” de um de seus assessores,  deixou-se de convidar para a reunião da bancada, um certo Deputado, sabia-se por qual razão. No dia seguinte, não ocorreu nenhuma divulgação dos assuntos que foram tratados...      

                        O Governador nunca fugia das medidas adequadas e nem retardava a tomada de posições, quando em jogo o interesse público. Um exemplo ilustrativo: de forma clara e decisiva, determinou a anulação de uma concorrência para aquisição de quarenta caminhões em que figuravam como licitantes a Ford e a Chevrolet, concessionárias locais, esta última tendo oferecido preço superior. Não obstante um parecer técnico, optando pelo preço mais elevado oferecido pela Chevrolet, a guisa da necessidade de uniformização da frota, o Governador não titubeou, determinando que fossem os veículos adquiridos diretamente na fábrica, em São Paulo, obtendo preço significativamente inferior ao oferecido pela concessionária local, sem prejuízo da uniformização da frota.

                        O convívio com Roberto Silveira, mesmo quando Governador, influiu decisivamente, até mesmo na minha vivência familiar. Ele, Governador, com a visão macro de todos os problemas do Estado e dos detalhes que envolviam as relações entre os vários órgãos, além das responsabilidades que pesavam sobre seus ombros, mostrava-se no recinto do lar, extremamente atencioso e delicado para  com a esposa e impressionantemente amoroso com seus filhos. Eu, apenas, mero Diretor Administrativo do Departamento de Estradas de Rodagem, nem sempre agia assim, ao chegar em casa, embora bem menores as  atribulações de meu cargo. Valeram-me seus exemplos de esposo e pai. Mais uma bela lição que aprendi. 

 
            Em suma: os propósitos bem delineados de Roberto Silveira podem ser avaliados através de autorizados testemunhos no curso desta obra, realçando com fulgor a importância do seu governo. O certo é que perdura até nossos dias o reflexo nacional de sua administração, tanto pela efetiva competência administrativa como pela reconhecida capacidade de soerguimento ético no momento em que se espraiava a descrença geral nos políticos. Como Governador, sentimos todos a falta do administrador, do empreendedor de obras, aliado à tenacidade e aos dotes de inteligência e caráter e ao seu estilo de liderança.

                        Eleito por forças conservadoras soube ampliar suas alianças para desenvolver programas e projetos de Governo até hoje considerados inovadores e progressistas. Para a época – início dos anos 60, tão marcados pelo sectarismo de posições políticas – era notável a habilidade de Roberto Silveira conciliar, e mais do que isso, governar com forças até então antagônicas politicamente.
   
                        Seus méritos ultrapassaram as fronteiras do Estado: quando da escolha do candidato a Vice-Presidente, pelo PTB, em memorável convenção nacional, o nome de Roberto Silveira foi insistentemente lembrado para concorrer a Vice-Presidente nas eleições presidenciais. João Goulart havia sido Vice-Presidente da República no Governo de Juscelino.  Roberto Silveira recusou a indicação, por entender que ainda era a vez de Jango. Não se pode avaliar quais teriam sido os rumos da História do País...

No momento em que o trabalhismo tornava-se uma força ascendente, através de efetivos instrumentos de ação no governo Roberto Silveira, deu-se o inesperado acontecimento de repercute até hoje em todo o País, com a morte do nosso Governador.  Consagrou-se como um líder nacional.
Aere perenius ! Sua lembrança será sempre mais perene que o bronze.


 

sábado, 30 de abril de 2011

JOÃO PAULO I I - SÁBIO E SANTO

Na despedida definitiva deste mundo,  passando “ à casa do Senhor” todos se uniram na dor. Agora a beatificação.


                        Meditava sobre o sofrimento, agonia e a morte do Papa João Paulo II.
 Durante toda a semana as televisões de todo mundo nos  mostravam a agonia do Papa santo, cuja vida fora dedicada ao bem da humanidade. Chegara a hora de  ressuscitar  para vida eterna
                          Era mesmo tempo de .meditar sobre o sentido de nossa existência. Vivemos dispersos, preocupados com as lutas do dia-a-dia. Era  preciso penetrar no nosso mundo interior.. As boas experiências acontecem nesses momentos.
                          Toda a humanidade se dobrou diante de um homem, que pela fé, pôs em prática o mais intenso amor ao próximo, aos direitos humanos, à justiça social.. Com determinação entregou-se à causa dos perseguidos, dos excluídos. Enfrentou com coragem os poderosos , numa sociedade em que pode mais quem tem mais.
                          Testemunho vivo do  diálogo e da solidariedade  entre as gentes, buscou, em seu Pontificado, reforçar os laços de fraternidade, inclusive entre as religiões. Renunciando aos prazeres do mundo material  dedicou-se à causa do bem e do amor. Viveu intensamente o Evangelho e as lições de Cristo.
                                            **********
                          A morte de João Paulo nos traz a consciência de que somos pequeninos Tudo nos conduzia a compreender a grandeza de um homem  num mundo marcado pelo egoísmo, pela busca dos prazeres materiais, sem olhar para os lados.
                          Enquanto o mundo caminhava para Roma, gente vinda de todas as direções, - reis, rainhas, governantes de todos os cantos do planeta – milhões de fieis em torno de um cadáver, que de todos recebia  o reconhecimento e as homenagens. De minha parte procurei penetrar no meu interior. Examinar nossos atos, nosso destino, o verdadeiro sentido de nossa vida.  Enfim, de onde viemos e para onde vamos.
                          Sua morte  despertou em nossa consciência a certeza de que somos pequeninos. Nada na vida me pareceu, a um só tempo, tão prodigioso, mas capaz de abrir para as novidades do espírito. Poucas vezes senti os ensinamentos de que não há como deixar ser bom, justo, reto e determinado nas  boas intenções.  João Paulo II, a tantos contrariou, defendendo os princípios básicos de sua fé,  partindo, no entanto cercado pelo respeito de todos os povos e nações, sobretudo pela firmeza de suas posições.

                                         ***********
                             Perpassavam em meu espírito indefinidas emoções – momento propício para uma séria reflexão – já com olhar de saudade de João Paulo, mas a certeza do merecido prêmio junto ao Pai Celestial.  Agradecia e louvava Deus pela oportunidade de viver, presenciar e meditar sobre a encarnação da própria Igreja, na grandiosa missão do Papa falecido.

                                         ***********
                         De repente, levanto-me  de supetão mesmo...   Esbarro, frente à  minha estante, com um livro que me chamou atenção. Abri-o. Discorria sobre um impressionante testemunho de um Pastor protestante, SCOTT HAHN.
                         Dentre os questionamentos envolvendo a doutrina de Lutero, fixei-me no  tema da Sola Fides (em português “somente a fé”).  lançada pelo Reformador, inaugurando os primórdios de sua nova igreja.
                        SCOTT HAHN não se conformava com a nova doutrina de Lutero ensinando que estamos justificados, na medida em que estamos com DEUS  só pela fé, não por qualquer trabalho que poderíamos fazer. .Entendia o Pastor que  em nenhum parte o Espírito Santo inspirou os escritores da bíblia para dizer que nós somos salvos só pela fé. Paulo nos ensina- continuava o Pastor – que somos salvos por  fé, mas em Gálatas diz que nós somos salvos por fé e obras.
                              Em qualquer lugar Lutero havia incluído a palavra “só” na tradução para o alemão, embora não  estivesse no grego, concluiu Scott .Certa vez, depois de ler muito, disse à sua esposa:”Eu não estou seguro, mas eu estou começando a pensar que Deus poderia me estar chamando a tornar um católico.”, mas em contrapartida sua mulher respondera:”Qualquer coisa, menos católico”.Após vários cursos em seminários presbiterianos, o Pastor Scott surpreendeu-se, quando ouviu de um colega seu, a afirmativa de que o Papa era o anti-Cristo.
                            Mais tarde, convidado pelo seu sogro, também presbiteriano, reuniram-se no Vaticano, exatamente com o Papa João Paulo II.
-                           O depoimento do Pastor Scott é significativo quando afirma: “Quando ele, ((João Paulo) celebrou os mistérios da Santa Missa, prometi para mim mesmo participar profundamente dela, compartilhar com meus irmãos e irmãs e agradecer a Cristo que nos deu uma Mãe no Céu.  Ao Papa João Paulo II por ser um guia espiritual que nos conduz ao Pai Divino, agradecer aos santos  e são nossos irmãos e são família de Deus” ( do Livro ”Ex-Protestantes se tornaram católicos!” – ed. D,V. pág.88)
                            Realmente João Paulo foi o grande guia espiritual do último século !

sexta-feira, 22 de abril de 2011

DR. MAURÍCiO HELAYEL - um homem de bem -

Hoje uma pausa. Quero e devo falar sobre MAURICIO HELAYEL. Relembrar a trajetória de um homem  de valor. Há poucos dias nos deixou. O inevitável acontece. Todos morremos e corremos sobre a terra, já diziam os antigos. O Dr. Maurícío foi um edificante exemplo de homem  digno, honrado,sempre solidário com os mais sofridos. Exemplar chefe de família. Guardou sua fé.  Na Justiça, cumpriu seu dever. .  Partiu para receber o prêmio reservado  àqueles que no quadro brilhante de uma vida  souberam fazer  por merecer  o reconhecimento de todos nós. Homem simples, embora dotado de  prestígio perante a sociedade.. Vou repetir o ditado que todos sabem: Sua reputação  sempre foi exaltada pelo homens.. “Mas seu caráter, os anjos é o que estão dizendo dele, diante de Deus”. MAURÍCIO HELAYEL, sempre conduzido pela Bondosa   Providência, foi um modelar exemplo para as atuais e futuras gerações.

A TV ESFACELA A FAMÍLIA E SOCIEDADE - Esse o seu papel ?

A sociedade sente-se  chocada com o  desumano  e cruel crime que covardemente ceifou a vida de duas jovens, em plena flor  da idade. As reportagens  se repetem em todos os jornais.
                      A televisão não deixa por menos. Precisa de “ibope”. Exageram  no triste noticiário. Há dias, vimos um outro cruel criminoso nas páginas de um jornal, revólver nas mãos ( em uma e outra, apontando para  os lados). Deram-lhe uma página inteira. Parece que sacia a mídia, embora não se  quer  dar conta do mal  que  a quantos faz.
                     Nefasto exemplo para  os mais fracos. E os jornais registram todos os dias o aumento da criminalidade. O crescimento da violência é espantoso. ‘Filhos que matam seu pais’. ‘Homem que matou pai e filho’, de maneira covarde, são notícias que alimentam as páginas dos jornais e o noticiário da televisão..
                     Basta lembrar o que tem ocorrido nos Estados Unidos. Tais odiosas práticas,   somam-se  nos últimos tempos,  urdidas nas cabeças de adolescentes. Por quê ? 

                   É preciso trazer à tona  todos os graves aspectos que passaram a  envolver um tão nefasto quotidiano. Ao que parece não tem incomodado as autoridades responsáveis (que já se tornam impotentes ou  irresponsáveis).

                 Tantas são as implicações  sociais  que envolvem o fenômeno educativo  --e televisão tem sido um faca de dois gumes – . Neste modesto espaço somos impelidos a lançar a” semente e pode não ser em vão”. Pretendemos descer a fundo sobre a matéria, diante de tantos desarranjos, vinganças,  falta de vergonha,  maldades, assassinatos, plantados na mente dos nossos jovens, tudo isto  postos diariamente  nas novelas  que tanto   tem engordado as contas bancárias de seus produtores.
                A educação é feita de bons exemplos. O que estão aprendendo os jovens e os adolescentes ?  O que a TV contribui para o estimulo à prática dos bons costumes e da cidadania ? Os aproveitadores estão produzindo novelas e  alguns desaconselháveis programas.  
                Por exemplo: está no ar   a  “insensata” novela da TV GLOBO.  Seria recomendável o exemplo de um banqueiro que oferece um carro à sua filha, desde que consiga um encontro com um de suas amigas ? Mas sua mulher, mãe da menina  não pode ficar sabendo. Caso contrário, a filha não ganhará o presente. Inacreditável: uma jovem adolescente participando de uma reprovável trama em família. Outras novelas que comentaremos mais tarde, ostentam  um festival de grosserias entre pais, mães, irmãos., todos  se desatendendo, todos estressados; assaltos,  mortes, golpes, desonestidade.

                 Querem preparar uma geração  perdida, como perdidos  já estão os maiorais que  estão à frente, em  todos os escalões, inclusive nos altos comandos da República.

               Somos pequenos e o nosso espaço é modesto.  Não importa. Resistir é preciso, principalmente quando algumas coisas nos inspiram: um profundo respeito ( dentre eles)  à boa formação moral de nossa gente.    Vamos em frente !